HISTORIA DO MOVIMENTO ESTUDANTIL

 

Foram vários os momentos e lutas importantes ao longo dos últimos 80 anos da história do país no qual esses grupos estiveram presentes.

O movimento estudantil esteve presente na campanha “O Petróleo é nosso” na década de 1940 durante o governo de Getúlio Vargas. Além disso, os estudantes participaram ativamente contra as repressões que ocorreram na época da ditadura civil-militar e estavam em peso na campanha “Diretas Já!”,  a qual ocorreu entre 1983 e 1984 a favor de eleições diretas para Presidente da República. Também marcaram presença na mobilização “Caras Pintadas” pelo impeachment do então presidente Collor de Mello (1992).

O movimento estudantil hoje

A atuação do movimento estudantil não ficou apenas no passado, pelo contrário. Os estudantes protagonizaram diversas manifestações que aconteceram na história mais recente do país.

Em 2013, os estudantes estiveram presentes nas manifestações que ocorreram por todo o Brasil que tinham como principal pauta a contestação do aumento da tarifa dos transportes públicos. Mais tarde, em 2016, os secundaristas protagonizaram diversas ocupações das escolas que tinham como objetivo protestar contra as medidas educacionais propostas pelo governo Temer – como a PEC 241 que congela os investimentos na educação, e em outras áreas fundamentais, por 20 anos. Mais de 1000 escolas foram ocupadas em 22 estados brasileiros mais o Distrito Federal.

Em 2019, o movimento estudantil realizou três grandes manifestações em defesa da educação pública e contra os cortes nas Universidades e Institutos Federais, propostos pelo atual Ministro da Educação, Abraham Weintraub. Essas manifestações foram apelidadas de Tsunamis da Educação e, além da pauta da educação, contou também com a crítica à Reforma da Previdência.

Além desses exemplos que talvez estejam mais frescos em nossa memória, o movimento estudantil foi um ator fundamental para a aprovação do ProUni, programa criado em 2004 pelo governo federal que garante bolsas em universidades particulares para estudantes de baixa renda.

Os debates em torno do Movimento Estudantil

Como várias outras questões, o movimento estudantil não é visto da mesma maneira pelos brasileiros. Isso quer dizer que tem pessoas que apoiam essa organização política e tem aqueles que a criticam. Vamos ver aqui o que cada grupo defende.

Uma das críticas ao movimento estudantil gira em torno de sua filiação a partidos políticos: defendem que por conta dessa filiação, sua singularidade é perdida e o movimento se torna um braço partidário nas universidades e escolas. Além disso, há críticas que dizem respeito à atuação dos movimentos estudantis na atualidade. Argumenta-se que a atuação se dá com menor presença, representatividade e continuidade quando comparada à atuação nos anos 70 e 80.  Assim, se crítica a desmobilização e o enfraquecimento desse movimento.

Dentro do grupo que critica esse movimento, há aqueles mais radicais. Eles argumentam que o movimento estudantil é um aliado à doutrinação política e ideológica nas escolas, além de estarem a serviço dos partidos de esquerda.

No entanto, essas não são as únicas visões existentes. Tem quem defenda que a associação do movimento estudantil a partidos políticos é uma forma de financiar a organização, tendo em vista que os estudantes, muitas vezes, não têm condições de subsidiar o movimento.

Além disso, se defende que o movimento estudantil é uma importante ferramenta de luta dos estudantes.

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